Você sabe a relação do Brinquedo Terapêutico com o Estatuto da Criança e do Adolescente?

Várias pesquisas têm demonstrado que brincar reúne todas as condições necessárias para que o desenvolvimento infantil se processe de maneira harmoniosa. Os desafios e interações da brincadeira facilitam a formação de vínculos positivos com os adultos, que irão influenciar sua vida futura. A importância do brincar já foi reconhecida, também, em diversos documentos legais internacionais e nacionais, entre eles a Convenção dos Direitos da Criança – CDC, no Art. 31. Tendo em vista esse cenário, o Instituto Anjos da Enfermagem defende fortemente o direito do brincar das crianças em situação hospitalar, através de ações com o Brinquedo Terapêutico.

Somos especialistas em Brinquedo Terapêutico – BT, aplicamos essa técnica durante nossas ações e a estudamos, criando conteúdo e estudando seus métodos com a finalidade de aperfeiçoamento. Através do Brinquedo Terapêutico podemos confortar a criança em situação hospitalar, além de educá-la sobre sua saúde de maneira lúdica.

Na assistência à saúde, o brincar deve ser utilizado tanto para cumprir sua função recreacional como terapêutica. O Brinquedo Terapêutico constitui-se num brinquedo estruturado para a criança aliviar a ansiedade gerada por experiências atípicas de sua idade, que costumam ser ameaçadoras e requerem mais do que recreação para resolver a ansiedade associada, devendo ser usado sempre que ela tiver dificuldade em compreender e lidar com a experiência. Na hospitalização infantil, circunstâncias como o procedimento assistencial faz com que a criança se torne mais fragilizada. O Brinquedo Terapêutico – BT utilizado como uma técnica de catarse, por meio da brincadeira, possibilita ao enfermeiro dramatizar a situação a ser vivenciada pela criança, colabora na prática da assistência, diminuindo o sofrimento da criança.

O direito de brincar foi na Declaração Universal dos Direitos da Criança, determinando que “A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito”, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é descrito no Artigo 4º: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária.” E, no Artigo 16, parágrafo IV: “O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: brincar, praticar esportes e divertir-se.”

Brincar permite à criança a oportunidade de se descobrir, de desenvolver suas potencialidades e habilidades e de aprender a se relacionar, além de contribuir para o processo de socialização e integração local da criança e de sua família no Brasil. Os Anjos da Enfermagem entendem e priorizam a importância do brincar para todas as crianças, por isso defende e levanta esta bandeira.